Quase uma (não) declaração
E então ela decidiu.
Do que adianta viver com arrependimentos?
Aquela sensação de aperto no coração, e embrulho no estomago, valeria a pena?
O que demais pode acontecer?
Te digo, nada.
Era o que a garota pensava.
Não acontecerá nada, se não fizer nada.
Existem N possibilidades na vida.
Podemos escolher como vamos enxergar o mundo.
Pode ser tudo mais bonito, como num filme.
Pode ser tudo mais romântico como num livro.
Pode ser tudo mais real, como na vida.
No caso, pela romântica incorrigível que é, a garota optou pelos três.
De uma vez por todas, decidiu deixar esse medo de lado.
O que de pior pode acontecer...?
É notável sua insegurança, mentiria se dissesse que não tem medo.
Mas diga-me, qual seria a graça da vida se não houvesse aquela pontinha de hesitação?
Se tudo fosse claro, se o coração não palpitasse com a chance do sim? Com a chance do não?
A vida é assim! Aperta, depois afrouxa, esquenta e depois esfria, o que ela quer da gente, é coragem!
Que de agora em diante, sejamos reais.
Que não tentemos ver a vida como um mar cor de rosas, que não vivemos em função da expectativa, que não idealizemos tudo.
Que possamos escolher como desejamos ver o mundo.
Mas que principalmente, que sejamos vida.
A vida não funciona como queremos, a vida não lhe da o poder de escolher as fases felizes, as fases tristes.
A vida não é algo palpável, que podemos explicar com palavras.
A vida é.
Simples assim.
Viver em função de algo que não temos controle talvez seja uma das maiores burrices da humanidade.
Não temos controle da vida, não temos controle da morte.
então que apenas sejamos.
Apenas seja.
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